O presente vídeo é uma mostra embrionária, resultado da oficina de produção e edição de vídeos, realizada dia 18 de fevereiro. Foi produzido por Elizabeth Villas Boas, Emellin Britto e Idenilton Barbosa, estudantes da disciplina Educação e Tecnologias Contemporâneas, do curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação da UFBA.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
LINHA ABERTA PARA A EDUCAÇÃO
*Idenilton Barbosa
Em caráter de continuidade da discussão a respeito do texto de Pierre Lévy, ventila-se a prática cada vez mais frequente de se utilizar os recursos da EAD (Ensino Aberto à Distância) no ambiente escolar presencial. A influência do EAD na escola presencial originou uma nova modalidade educacional que reúne o que normalmente se faz em toda e qualquer escola e a utilização das hipermídias, sobretudo as disponibilizadas por meio da internet, chamada Educação Online.
Este modelo possibilita ao estudante, entre outras coisas, o acesso às informações em rede no exato momento em que ele está na sala de aula. Ou seja, seu contato com o universo disponibilizado pela internet não precisa ser feito somente fora da escola, em sua casa, ou numa lan house, numa pesquisa ou consulta posterior, mas pode e deve perfeitamente ser feito como parte da aula, convivendo muitas vezes com práticas pedagógicas mais tradicionais.
Outro benefício é a educação coletiva cooperativa. Trata-se da interatividade proporcionada pela Educação Online tanto entre os estudantes e seus professores, como com seus colegas de classe e até mesmo com outros estudantes de outras escolas e de outros lugares do mundo. Tudo isso, é bom lembrar, pode e deve ser feito da escola mesmo. As oportunidades aqui presentes inclui desde a sociabilidade entre esses sujeitos envolvidos nessa interatividade, até a troca de informações e saberes que acrescerão mutuamente aos seus conhecimentos, o que, sem sombra de dúvida, enriquecerá o processo de ensino-aprendizagem.
*Graduando em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
A NOVA RELAÇÃO COM O SABER
Idenilton Barbosa*
A partir das considerações do filósofo Pierre Lévy, feitas no vídeo intitulado "As formas do saber", bem como publicadas em "A nova relação do saber", décimo capítulo do livro "Cibercultura", de sua autoria, é possível discutir as bases em que repousa a mutação contemporânea da relação com o saber.
Primeiramente, é um fato inegável a natureza obsoleta das competências no fim da carreira profissional. Ou seja, diferentemente do que se verificava antigamente, a capacidade de um profissional não está mais vinculada apenas ao tempo em que exerce as suas funções, mas à sua capacidade de aperfeiçoar-se e reunir novos conhecimentos. Tempos atrás era comum esperar que um médico mais velho, por exemplo, fosse mais competente do que um com menos tempo de exercício da medicina. Hoje, embora a maturidade ainda continue sendo importante, por outro lado, já não é mais determinante. Se o profissional não acompanhar o atual ritmo ditado pelas novas tecnologias, torna-se obsoleto e, portanto, limitado em sua atuação.
Em segundo lugar, relacionado à primeira constatação, está o fato de que há uma nova dinâmica na transação do conhecimento, de modo que esta não para de aumentar. De acordo com Lévy, trabalhar está associado a aprender, transmitir saberes e produzir conhecimentos. Não se estuda para receber formação e capacitação para trabalhar. A atividade profissional caminha par e passo com a aquisição de conhecimentos. Na verdade, num certo sentido, o trabalho se confunde com os estudos e o contrário também é verdadeiro. Na nova relação do saber, o profissional, independentemente da área, precisa de uma formação permanente.
Outra constatação evidente é a forma como muitas funções cognitivas humanas se amplificam, se exteriorizam e se transformam. A memória humana, por exemplo, antes restrita à sua capacidade de armazenar dados no cérebro, com as tecnologias contemporâneas, tem sua função transferida para os computadores, hardwares e softwares. A imaginação e os raciocínios são possíveis de ser materializados por meio da simulação. A percepção encontra dimensões diferentes de expressão e possibilita um maior grau de interação entre sujeito e objeto. E, por falar em interação, além de tudo isso, as tecnologias favorecem a inteligência coletiva dos indivíduos na proporção das infinitas possibilidades de compartilhamentos dos conhecimentos e saberes.
Deste modo, a cibercultura representa também a democratização dos saberes, tendo em vista que um conhecimento, que antes tinha um único ou poucos detentores, hoje é socializado. E é interessante que não é uma socialização unilateral, nem verticalizada, ou seja, a difusão desses saberes não parte apenas de um ponto e nem é dada de maneira definitiva, sem abertura para modificações, mas em seu permanente e multidirecional percurso, vários são os agentes de distribuição e compartilhamento que, não somente repassa o seu conteúdo, mas também o altera e o ressignifica.
Nessa discussão, é possível perceber uma outra grande diferença em relação à aquisição e ao compartilhamento dos saberes. No passado, a apreensão de certos conhecimentos muitas vezes era impedida pela falta de tecnologia suficiente para explorá-los ou por falta de acesso aos conteúdos por motivos socioeconômicos ou políticos. Hoje, no entanto, embora ainda persista a marginalização tecnológica de pessoas e grupos humanos, determinada por políticas públicas de inclusão insuficientes ou mesmo, em alguns casos, completamente inexistentes, muitas pessoas já têm acesso a todo tipo de informação e conteúdo. Quanto à existência de tecnologias, hoje em dia, sua variedade e alcance parecem ser infinitos. O problema hoje é outro. Justamente por causa desse universo inesgotável de conhecimentos a que se tem acesso sem grandes dificuldades, não é possível abarcar a todos eles. É a realidade chamada por Pierre Lévy de "inacessibilidade do todo".
Deste modo, a cibercultura representa também a democratização dos saberes, tendo em vista que um conhecimento, que antes tinha um único ou poucos detentores, hoje é socializado. E é interessante que não é uma socialização unilateral, nem verticalizada, ou seja, a difusão desses saberes não parte apenas de um ponto e nem é dada de maneira definitiva, sem abertura para modificações, mas em seu permanente e multidirecional percurso, vários são os agentes de distribuição e compartilhamento que, não somente repassa o seu conteúdo, mas também o altera e o ressignifica.Nessa discussão, é possível perceber uma outra grande diferença em relação à aquisição e ao compartilhamento dos saberes. No passado, a apreensão de certos conhecimentos muitas vezes era impedida pela falta de tecnologia suficiente para explorá-los ou por falta de acesso aos conteúdos por motivos socioeconômicos ou políticos. Hoje, no entanto, embora ainda persista a marginalização tecnológica de pessoas e grupos humanos, determinada por políticas públicas de inclusão insuficientes ou mesmo, em alguns casos, completamente inexistentes, muitas pessoas já têm acesso a todo tipo de informação e conteúdo. Quanto à existência de tecnologias, hoje em dia, sua variedade e alcance parecem ser infinitos. O problema hoje é outro. Justamente por causa desse universo inesgotável de conhecimentos a que se tem acesso sem grandes dificuldades, não é possível abarcar a todos eles. É a realidade chamada por Pierre Lévy de "inacessibilidade do todo".
*Graduando em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
IMAGEM: PRODUTO DA IMAGINAÇÃO
Apesar da tendência reducionista de muitas vezes se atribuir à imagem apenas um caráter ilustrativo, é sabido que, para além de desempenhar uma função acessória, a imagem está tão presente em nosso cotidiano como um instrumento eficaz de comunicação que, em muitas situações, ela sozinha, sem palavras ou qualquer legenda, é bastante para expressar uma ou várias ideias de maneira dinâmica e apropriada.
Isto, é claro, não é privilégio nosso, que vivemos em pleno Século XXI. Porque, as inscrições rupestres, por exemplo, estão aí para testificar que, desde tempos imemoriáveis as imagens tornam possível a comunicação, a narrativa dos fatos históricos, a perpetuação de bens culturais e, sobretudo, a expressão da identidade e dos sentimentos dos indivíduos e grupos humanos.
Com a celeridade característica dos nossos dias, especialmente no que diz respeito aos avanços tecnológicos, não somente nosso contexto sócio-cultural reivindica a oportunidade de interação e intervenção nas imagens, independentemente do tipo, como, felizmente, isto é cada vez mais possível, em relação ao que pode ser alterado, subtraído, acrescentado, enfim, editado, parecendo sugerir a ausência de limites, a não ser na própria criatividade de quem nelas interfere.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
A IMPORTÂNCIA DO BLOG NA EDUCAÇÃO
Com o dinamismo que é peculiar a todo e qualquer ambiente virtual, o blog experimentou transformações desde que foi concebido. No início, constituía-se como um diário utilizado somente por jornalistas, com a finalidade de roteirizar suas ações e noticiar os fatos. Entretanto, seu uso foi ampliado e democratizado, de modo que, hoje, é um recurso utilizado por pessoas de diversos segmentos, inclusive professores e educadores em geral.
Suas características iniciais foram preservadas e acrescidos outros aspectos. Assim, o blog apresenta-se como um espaço para o relato e narrativa de atividades e acontecimentos, para a publicação de conteúdo analítico e opinativo, com a utilização de múltiplas linguagens em suas postagens. Além disso, ao mesmo tempo que tem um cunho autoral e pessoal, abre-se para a interatividade por meio da colaboração de outros atores, bem como apresenta-se de maneira dialógica.
Essas características tornam o blog um espaço extremamente interessante para as pretensões dos processos educativos e da difusão do conhecimento. Considerando que a educação é algo que acontece a partir das experiências dos sujeitos nela envolvidos, de modo multifacetado, criativo e interativo, a utilização do blog cai como uma luva.
O uso do blog para fins educacionais representa um passo significativo na caminhada irreversível da inclusão digital de educadores e educandos, inserindo-os num processo dinâmico de comunicação de ideias, experiências, conhecimentos, de uma forma atraente e relevante.
O uso do blog para fins educacionais representa um passo significativo na caminhada irreversível da inclusão digital de educadores e educandos, inserindo-os num processo dinâmico de comunicação de ideias, experiências, conhecimentos, de uma forma atraente e relevante.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
NOVO DESAFIO NA EDUCAÇÃO
Bom dia!
No segundo semestre de 2012, um novo desafio!
Trata-se da disciplina Educação e Tecnologias Contemporâneas. Considerando os constantes avanços tecnológicos, é imprescindível a utilização de novas ferramentas para a difusão do conhecimento e para a formação dos indivíduos.
Assim sendo, espero aproveitar o conteúdo da disciplina para poder acessar novas possibilidades de aquisição e compartilhamento dos saberes.
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